Por que amamos quem amamos? Entenda o seu mapa do amor

Nossas escolhas no amor

Que força misteriosa é essa que nos faz cair de amores por uma pessoa, enquanto nos afasta de outra que  parece igualmente adequada, ou até mais interessante pra nós, para quem está de fora?

Uma influência fundamental sobre a nossa ideia do parceiro perfeito, de acordo com John Money, é o que ele chama de o nosso ‘mapa de amor’ –  uma imagem mental do que buscamos em um relacionamento; um modelo de mensagens dentro do nosso cérebro que define o amante ideal e que programa nossas atividades sexuais e eróticas – imaginárias ou que realmente acontecem com “o amante ideal”.

Basicamente, nosso mapa do amor descreve o que gostamos e o que não gostamos; nossas preferências em raça, cor de cabelo e de olhos, tom de voz, cheiro e tipo de corpo. Ele também codifica o tipo de personalidade que nos agrada e é bastante específico quanto aos detalhes da fisionomia (avaliação da personalidade ou caráter de uma pessoa a partir de sua aparência exterior, especialmente o rosto), bem como o temperamento ideal, o jeito e trejeitos, e outros traços físicos e de personalidade.

Nós buscamos e nos apaixonamos por pessoas que mais se encaixem em nosso mapa de amor que, acredite se quiser, é em grande parte determinado em nossa infância, entre os 3 e 8 anos de idade. Até os 8 anos, nosso padrão para o companheiro ideal já começou a ser formatado e registrado em nosso cérebro. Quando somos pequenos, nossa mãe é o nosso primeiro amor e, portanto, influencia fortemente como partes de nosso mapa do amor são escritas. Sendo o centro de nossa atenção, as características de nossa mãe deixam uma impressão forte e somos atraídos por pessoas com qualidades e tipo de personalidade semelhantes as delas.

A mãe tem uma influência adicional em seus filhos homens, afirma John Money, influenciando o que eles acharão atraente em uma mulher, bem como o tipo de sentimento que terão em relação às mulheres em geral. Via de regra, fica assim, se a mãe é amorosa e carinhosa, seus filhos vão ver as mulheres desta maneira. Esses meninos costumam se tornar parceiros e amantes emocionalmente disponíveis.

Por outro lado, se a mãe é uma pessoa que vive com raiva, deprimida ou distante; ou que às vezes é amável, mas de repente se torna crítica demais e rejeita a aproximação do filho, pode contribuir para a formação de um mapa de amor distorcido e esse garoto pode, então, se tornar um amante distante.

Assim como as mães influenciam os sentimentos de seus filhos homens, de modo geral,  em relação às mulheres, os pais influenciam os sentimentos de suas filhas sobre os homens. Se um pai esbanja amor e elogios a sua filha, sua autoestima ficará elevada e ela se sentirá muito bem sobre si mesma em relação aos homens. Por outro lado, se o pai for ausente, crítico ou frio, sua filha pode crescer não se sentindo merecedora do amor de um homem.

Segundo John Money, somos mais confortáveis com parceiros que sejam semelhantes a nós mesmos, incluindo origem da família, status social, situação econômica, níveis de educação, metas de vida e até mesmo o quanto a pessoa é atraente. Sua sugestão, no entanto, é que deveríamos buscar alguém com necessidades e qualidades que complementem as nossas. Dessa forma, estaríamos equilibrando as semelhanças sociais e as diferenças psicológicas e, portanto, criando uma parceria romântica com mais chances de ser duradoura, sólida e prazerosa! Onde haja cumplicidade e respeito. E mesmo que isso não tenha sido a realidade de nossas relações com os nossos pais, podemos criar isso em nossas vidas.

A grande sacada dessa reflexão não é se perder no quanto nosso mapa é ou pode ser influenciado pelos nossos pais. É importante entender que influência não determina que algo vá realmente acontecer. O objetivo aqui é jogar luz sobre nossas escolhas de relacionamentos, pois quanto mais consciência temos sobre um determinado assunto, mais chances temos de fazer nossas próprias escolhas em qualquer área de nossa vida!

Nosso passado pode influenciar quem somos, mas não determina quem queremos realmente ser. Essa escolha é nossa e é feita no presente, no aqui e no agora!

Viva intensamente. Ame sem reservas. Faça a diferença agora!

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John Money foi um psicólogo, sexólogo e escritor nascido na Nova Zelândia (1921-2006).

O dia em que aprendi a me amar, permiti que o Amor me encontrasse.”

 

 

2 Comentários


  1. Creusa, tenho um certo problema em aceitar as ideias do John Money por alguns acontecimentos na história da carreira dele… mas mesmo assim achei as observações interessantes. Minha relação com meu pai desde a adolescência foi extremamente distante e rara e talvez não sem razão eu me sinta muito pouco merecedora de amor – e quando o amor chega eu ponho tudo a perder.

    Como se livrar de cicatrizes e raízes tão fundas que não conseguimos nem identificar direito?

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    1. Olá Natália, agradeço a observação, entendo e respeito. John Money não é o único a discorrer sobre a influência de nossos pais em nossa percepção da vida e de como nos relacionamos com o mundo. Para responder sua pergunta. Acredito que o foco não seria se ‘livrar’ das cicatrizes e dessas raízes… pela minha própria experiência, não acredito ser possível, até mesmo porque é parte de nossa história e, de certa forma, contribuiu para a construção de quem somos hoje. Em meu trabalho com as mulheres, trabalhamos em ganhar clareza de nossas percepções e buscamos curar essas feridas emocionais do passado – cuidando da criança interior. Quando nos damos essa permissão, a mulher madura e confiante, que já vive em nós, desabrocha e segue sua jornada com muito mais leveza. Espero ter ajudado. Caso queira mais esclarecimentos, escreva para creusa@porquevocemerece.com Com carinho, Creusa.

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